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Troféu Rotax 2016 arrancou com bastante entusiasmo no Kartódromo de Palmela

Troféu Rotax 2016 arrancou com bastante entusiasmo no Kartódromo de Palmela
Races

Eduardo Leitão (categoria DD2), João Oliveira (DD2 Master), Bruno Borlido (Sénior Max), Mariano Pires (Júnior), Afonso Ferreira (125-Mini Max) e Duarte Ferreira (Micro Max) venceram a jornada inaugural do Rotax Max Challenge Portugal 2016 – vulgarmente conhecido por Troféu Rotax –, disputada, no Kartódromo Internacional de Palmela, sob a organização do Motorsport Viana Clube.


Texto Filipe Cairrão

Foto VVL Sport Image


Foram 69 os pilotos que alinharam na primeira das cinco provas da competição promovida há 16 anos pela Korridas e Kompanhia – representante dos motores Rotax em Portugal e Espanha – e do país vizinho também vieram alguns participantes.

As ‘Rotax Max Challenge Grand Finals’ – vulgo Finais Mundiais – serão disputadas este ano, entre os dias 16 e 22 de outubro, no circuito italiano de Sarno. A luta pela qualificação já começou e promete ser mais animada face aos anos anteriores, em virtude do número de participantes estar a aumentar.


Eduardo Leitão vence categoria DD2 e João Oliveira triunfa na DD2 Master

Eduardo Leitão iniciou bem a época e pode ser que este ano garanta o ‘penta’ na categoria DD2, mas na primeira prova a concorrência mostrou estar muito forte, apesar de alguns pilotos serem estreantes na classe reservada aos karts com caixa de velocidades que contou com 18 participantes.

O piloto de Lisboa foi o mais rápido nos treinos cronometrados, venceu as Finais 1 e 2, tendo na Final 3, em que triunfou o estreante (na categoria DD2) Miguel Matos, sido segundo classificado. Face à soma destes resultados, Eduardo Leitão garantiu o lugar mais alto do pódio com 101 pontos, totalizando mais 2 do que Miguel Matos, o segundo classificado, que para além de ter sido o primeiro a ver a bandeira xadrez na Final 3 – na qual assinou a volta mais rápida –, somou dois terceiros lugares nas Finais 1 e 2.

Pedro Pinto completou o pódio, mas mostrou estar muito forte, tendo na Final 2 rubricado a volta mais rápida. Contudo, incidentes de corrida, como na Final 3 em que caiu da segunda posição para o 11º lugar – recuperando depois até ao quinto posto –, não permitiram ao piloto portuense obter uma classificação melhor.

Forte – mas também com azar – esteve Tiago da Silva que se estreou nos karts com caixa de velocidades. O piloto de Paredes rodou sempre nos lugares da frente e também na condição de líder, mas tal como Pedro Pinto sofreu igualmente um toque na Final 3, obrigando-o a desistir no decorrer da quinta volta, pelo que saiu de Palmela com a sexta posição.

António Teixeira tem evoluindo bastante e foi sem surpresa que se impôs nos lugares da frente, tendo na Final 3 cruzado a meta na segunda posição, o que lhe valeu o quarto lugar na prova, em igualdade pontual com o estreante João Oliveira, que venceu a categoria Master, fruto de três quintos lugares. Hugo Negrais – habituado a disputar o Desafio Único – garantiu a segunda posição entre os Masters e Vítor Mendes – campeão nacional em título –, completou o pódio, experimentando também algumas dificuldades. Num positivo quarto lugar classificou-se Paulo Macedo e Artur Ferreira encerrou o top-5.

Rui Pereira – que está de regresso ao Troféu Rotax – rodou nos lugares da frente, mas incidentes de corrida obrigaram-no a terminar na oitava posição, piloto que ‘luta’ pelos melhores lugares na DD2.

Joel Magalhães, Manuel Teixeira, Frederico Castro, António Bravo Lima, Pedro Loures, Tony Teixeira e Fernando Costa enfrentaram diferentes dificuldades nesta ronda inaugural, mas há que contar com eles para as próximas provas.


Bruno Borlido domina categoria Sénior Max

Nuno Sousa foi o mais rápido nos treinos cronometrados da categoria Sénior Max, mas depois Bruno Borlido – que luta este ano pelo ‘tetra’ – venceu as três finais e venceu com naturalidade a prova de Palmela.

Nuno Sousa com dois segundos e um quarto lugares garantiu a segunda posição, enquanto José João Oliveira, que se estreou na categoria, completou o pódio, rodando sempre nos lugares da frente, à semelhança de Alexandre Areia – quarto classificado – que também é ‘rookie’ na categoria Sénior Max. Mas o piloto de Esposende não se deixou intimidar e mostrou um andamento muito forte, sendo exemplo disso o facto de ter sido o segundo mais rápido quer nos treinos cronometrados quer na Final 3, deixando boas indicações neste início de época.

Rui Lima fez uma prova regular e encerrou o top-5, enquanto o estreante Eduardo Alves foi o sexto classificado. 


Mariano Pires vence prova difícil na Júnior

Entre 18 concorrentes, Mariano Pires – bicampeão Júnior – com duas vitórias e um segundo lugar, garantiu o lugar mais desejado do pódio, mas não teve tarefa fácil, dado que este ano a categoria Júnior tem vários pilotos com legitimidade de lutar pelas vitórias, incluindo alguns que transitaram da categoria Mini-Max.

Exemplo disso é o ‘rookie’ Francisco Vilaverde que foi o mais rápido nos treinos cronometrados conquistando assim a pole-position para a Final 1. Mas nesta o piloto do Porto e o seu conterrâneo e colega de equipa Rodrigo Ferreira – que mostrou andamento para lutar pela vitória – caíram logo na primeira volta para as últimas posições, devido a um incidente, pelo que ficaram desde logo condicionados para o resto da prova.

O espanhol Filip Vava garantiu a segunda posição com uma vitória e dois terceiros lugares e Gonçalo Coutinho, com menos um ponto do que Vava, completou o pódio, rodando sempre nos lugares da frente, tendo somado dois segundos e um terceiro lugares. Mas também deixou indicações de que tem toda a legitimidade de lugar pelo lugar mais ambicionado do pódio.  

José Neves – estreante nas competições Rotax – esteve sempre entre os pilotos da frente, mas experimentou algumas contrariedades, sobretudo na Final 3 – apesar de ter sido o mais rápido –, mas ainda assim garantiu o quarto lugar. Da Madeira para o ‘Nacional’ Rotax, Jack Spínola fez uma boa estreia ao encerrar o top-5 e será um piloto a ter em conta nas próximas provas.

Sem se intimidar com a passagem para a categoria Júnior, António Correia – campeão Mini-Max em 2015 – mostrou um andamento forte, sendo exemplo disso o facto de ter sido o segundo mais rápido na Final 3. O piloto do Fundão assegurou o sexto posto, ficando a um ponto do top-5.

Como já mencionamos Rodrigo Ferreira, ficou condicionado logo na Final 1 devido a um incidente, mas nunca baixou os braços e fez recuperações de assinalar, tendo inclusive rubricado a volta mais rápida na Final 1. Na soma dos resultados das três finais, o portuense foi sétimo classificado, à frente de Guilherme Gusmão, piloto de Évora que apesar de não ter um início de prova muito auspicioso, foi recuperando e na Final 3, assinou um positivo sexto lugar.

O ‘rookie’ Diogo Marques enfrentou algumas contrariedades mas ainda conseguiu terminar a prova na nona posição e Manuel Alves – que também faz este ano a sua estreia na categoria Júnior – não se intimidou com a concorrência e fechou o top-10.

Simão Ventura fez a sua estreia no Troféu Rotax, mas o piloto de Mira não esteve ao nível a que nos tem habituado, experimentado algumas dificuldades, pelo que foi 11º classificado, à frente de Gonçalo Simão, do espanhol Alvaro Montenegro, de Francisco Vilaverde – condicionado por incidente na Final 1 –, de Lourenço Monteiro, de Gonçalo Pinto, de Gabriela Correia e de Gonçalo Branco, que foi um dos pilotos com maior azar, logo a partir da Final 1, pelo que ficou – apesar de nunca ter baixado os braços – com a difícil tarefa de recuperar várias posições nas Finais 2 e 3.


Afonso Ferreira muito forte na categoria Mini-Max

Na categoria Mini-Max, Afonso Ferreira mostrou um andamento sem comparação face à concorrência, mostrando-o logo nos treinos cronometrados, onde foi o mais rápido com uma vantagem de quase um segundo (!) face ao segundo classificado. Depois, o piloto de Braga venceu as três finais com naturalidade, carimbando assim uma vitória inequívoca.

Face à supremacia de Afonso Ferreira, as atenções estiveram mais centradas de quem iria garantiu o lugar intermédio do pódio e, neste particular, o mais bem sucedido foi Gabriel Caçoilo. Contudo, o piloto Aveiro só ‘resolveu a questão’ na Final 3, na qual Mariana Machado esteve muito forte, acabando por ser a terceira classificada, com um ponto apenas de desvantagem face a Gabriel Caçoilo.

Rúben Silva também esteve forte, rodando sempre nos lugares da frente, conseguindo a quarta posição final, enquanto o espanhol Alex Zurro Fernandez fechou o top-5.

Guilherme de Oliveira ficou condicionado logo na Final 1 devido a um arranque pouco feliz que o relegou para a 10ª posição, pelo que na prova de Palmela foi sexto classificado, à frente de João Mendes, piloto de Felgueiras que também está a iniciar-se no Karting de competição.

Se existisse um premio do azar, esse seria para Frederico Peters, dado que debateu-se com vários problemas, sendo oitavo classificado, à frente de Manuel Soares, João Pinto Coelho, José Barros e do estreante Miguel Silva.         


Duarte Ferreira vitorioso na Micro-Max

Na categoria dos mais novos, dos 7 aos 10 anos de idade, Duarte Ferreira com um segundo lugar na Final 1 e com duas vitórias nas Finais 2 e 3, colheu os louros na Micro-Max. Mas o piloto do Porto contou com uma concorrência muito forte, sendo o seu principal opositor Rodrigo Testa – o mais rápido nos cronometrados –, que assegurou, contudo, garantiu o lugar intermédio do pódio.

Adrian Malheiro – bicampeão – não teve um início de prova muito favorável, mas ainda conseguiu completar o pódio, tendo na quarta posição terminado o estreante António Santos que mostrou um andamento muito positivo.

Duarte Pinto Coelho rodou sempre nos lugares da frente e fechou o top-5, enquanto Tomás Martins foi sexto classificado, embora o resultado final não demonstre o seu verdadeiro andamento, sendo exemplo disso o facto de ter sido o mais rápido na Final 3.

O espanhol Alvaro Anaya garantiu o sétimo lugar, à frente dos ‘rookies’ João Oliveira, Rodrigo Santos e Frederico Pinto Coelho, tendo este sofrido um toque na Final 2, pilotos que encerram o top-10.

Henrique de Oliveira – estreante em competições nacionais – e que se iniciou no Karting no final de 2015, foi 11º classificado, à frente do espanhol Alejandro Bodga.

Estreia também auspiciosa no Rotax Max Challenge Portigal teve Mateus Cabrelli. Foi 13º classificado, mas rubricou o sexto melhor tempo nos treinos cronometrados e mostrou forte andamento nas Finais, tendo na última - em que foi obrigado a largar da 15ª posição, devido a um lapso técnico - recuperado até à 7ª posição, terminando colado ao sexto classificado.

Diogo Castro também ‘rookie’ na competição viu a sua prova ficar praticamente condicionada na Final 1, mas apesar de ser obrigado a largar da última posição nas restantes finais nunca baixou os braços. Pior sorte teve a estreante Marta Castro que apesar de ter estado bem nos treinos cronometrados – atendendo que é ‘rookie’ –, um incidente provocou-lhe uma lesão num braço que não permitiu que completasse a prova.

A segunda jornada do Rotax Max Challenge Portugal está agendada para 23 e 24 de abril e será disputada no Kartódromo Internacional de Braga.

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